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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Professor Eduardo Murad explica a internalização da perspectiva dos stakeholders

Em seu segundo vídeo da série "Papos Sustentáveis" do canal Comunicação Organizacional Verde, o professor Eduardo Murad trata da necessidade de internalizar a perspectiva dos stakeholder às estratégias desenvolvidas pelas organizações para se relacionarem com os comunidades vizinhas e demais atores sociais locais.



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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Consumo de água cai 75% após projeto de reuso em lavanderia de Cuiabá

Fonte: EcoD  

Fatura total de água baixou de R$ 14 mil para R$ 3.907,32


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Foto: slinky2000

Uma economia de dez mil reais. Esta foi a surpresa de Gustavo Malheiros, proprietário da Lavanderia Alba, em Cuiabá (MT), ao receber sua fatura de água no mês de novembro. Tendo a água como principal insumo de seu negócio, Gustavo viu sua competitividade ser reduzida por conta dos altos gastos mensais. “A empresa acabou ficando estagnada com o consumo elevado, o que me levou a buscar um parceiro para resolver a situação”, explicou ao Centro Sebrae de Sustentabilidade.

Foi então que o empresário procurou o Sebrae no MT e passou a receber o apoio do programa Sebraetec*. Com a consultoria da Água Pura, do Espírito Santo, ele iniciou a construção do projeto de reuso na lavanderia. A empresa passou por um período de ajuste de fornecedores, treinamento dos funcionários e adaptação, e durante este processo já pode ver resultados.

Antes do projeto:
Média de consumo água (abril a outubro/2013): 2430 m3
Média da fatura água: R$ 10 mil
Média fatura esgoto: R$ 4 mil
Total por mês: R$ 14 mil

Após implantação do projeto:
Consumo de água (novembro 2013): 566 m3
Fatura da água: R$ 2.604,88
Fatura esgoto: R$1.302,44
Total da fatura: R$ 3.907,32

Para Gustavo, um grande motivo para comemoração. “Tivemos um excelente impacto após a implantação do projeto. Foi uma força para a empresa voltar a crescer, e já houve, inclusive, um incremento no número de clientes”, comemorou.

O projeto, que finalizou sua fase de adaptação em novembro, já faz parte da rotina empresarial. Um grande sucesso para a empresa e para o meio ambiente.

*O programa Sebraetec (Serviços em Inovação e Tecnologia) é um instrumento do Sebrae que permite às empresas de qualquer setor econômico o acesso subsidiado a serviços em inovação e tecnologia, visando à melhoria de processos e produtos e/ou à introdução de inovações nas empresas e mercados. Mais informações no site

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Construção sustentável fácil e sem custos extras


Por Saulo Segurado, do Construção Sustentável

Construção sustentável = mais dinheiro, saúde e produtividade


Como é brilhantemente explicado no relatório do Clube de Roma "Money and Sustainability: The Missing Link" (Bernard Lietaer, et al, 2012), nosso sistema monetário atual é naturalmente instável e destrutivo. O relatório apresenta números assustadores: somente entre 1970 e 2010, houveram 145 crises bancárias, 208 crises monetárias e 72 crises de dívidas soberanas, o que resulta em uma média de mais de 10 crises por ano (apenas na Europa).

A conclusão que se pode chegar é simples: não podemos mais ignorar práticas que promovem a Sustentabilidade, como, por exemplo, a construção sustentável.

A indústria da construção é uma das grandes responsáveis pelos elementos que tornam nosso sistema monetário instável, são eles:

  • Os intermináveis empréstimos bancários.
  • Os saques indevidos nos fluxos de caixa visando ROIs de curtíssimo prazo.
  • Os juros compostos que impõem um crescimento obrigatório em um mundo finito. 
  • As taxas de juros convencionais que concentram a riqueza no topo e empobrece a maioria, o que aumente a instabilidade social.
  • A destruição do capital social, sobretudo nos países industrializados.

Os empreendedores da construção precisam entender imediatamente o altíssimo potencial de crescimento de seus lucros resultantes do uso de práticas da construção sustentável, que aumentam consideravelmente a saúde e produtividade dos usuários da edificação, além de contribuir de forma singular para sua reputação no mercado. Somente neste post você vai entender como explorar esta tendência mundial de forma simples para obter os melhores resultados de seus esforços de Sustentabilidade em qualquer projeto.


Como ganhar dinheiro com a construção sustentável? 


http://www.construcaosustentavel.net/2013/12/construcao-sustentavel-mais-dinheiro-saude-e-produtividade.html


Não se trata mais de exibir porcentagens de reciclagens, os consumidores querem uma responsabilidade ambiental muito maior dos fornecedores de seus produtos. E isso se aplica completamente à construção. Ecologicamente correto já não é mais apenas reduzir as emissões de carbono durante a fabricação, isso não atrai mais ninguém. Tratar a Sustentabilidade apenas como uma estratégia de marketing atualmente é inaceitável.

Hoje não adianta um produto ser ecologicamente correto se ele não for prático e bonito ao mesmo tempo. As pessoas querem mais, querem produtos no estado da arte. A construção sustentável é o estado da arte da construção, é onde separamos os homens dos meninos na nossa indústria. 

Atualmente se você disser que tem uma janela de vidro reciclado que as pessoas precisam usar, quase ninguém vai comprá-la. Mas se você disser que tem uma janela energeticamente eficiente (que reduz a conta de eletricidade), linda e fácil de instalar, prepare-se para uma avalanche de pedidos.

É desta forma que enxergamos a construção sustentável no Grupo Ataque Sustentável: ou realizamos projetos de Sustentabilidade fáceis, sem custos extras (até mais baratos, se possível) e com um design tão bom quanto o de qualquer empreendimento convencional, ou nada feito! Como já explicamos em outros posts, isso não é nada fácil, mas é possível se a equipe de projeto estiver disposta a trabalhar mais e fazer corretamente as difíceis decisões onde há um conflito de escolhas.

Para ganhar dinheiro com a construção sustentável o empreendedor precisa fazer mais do que bombardear seus consumidores com mensagens ambientais. É preciso escancarar os benefícios que fazem a diferença para eles. Ninguém se importa com uma porcentagem de redução na emissão de gás carbônico, não perca tempo com isso. Diga para eles exatamente o que eles querem ouvir: quanto vão economizar? quanto trabalho terão? como é o design?

O marketing faz parte da construção sustentável, claro, mas ela é muito mais do que isso. Construir com Sustentabilidade é desafiar o modelo de negócios de uma indústria inteira. Uma indústria grosseira e extremamente lenta na adoção de novas práticas. Ela não tem culpa, afinal sua logística é um fator crítico e requer esforços humanos para viabilizar qualquer mudança. A culpa é nossa por aceitarmos esta lentidão de braços cruzados, considerando que poderíamos estar ganhando muito mais dinheiro, vivendo com muito mais saúde e trabalhando com muito mais produtividade!


Retorno sobre o investimento da construção sustentável 


http://www.construcaosustentavel.net/2013/12/construcao-sustentavel-mais-dinheiro-saude-e-produtividade.html

1. Retorno Econômico

  • Redução de custos: edificações sustentáveis economizam dinheiro desde o primeiro dia de construção. Estas economias são provenientes da redução do consumo de água e energia, no curto prazo, e dos custos com operações e manutenções, no longo prazo.
  • Aumento patrimonial: como investidores e usuários estão cada vez mais familiarizados e preocupados com os impactos ambientais e sociais dos ambientes construídos, edificações com melhores credenciais sustentáveis possuem um maior “valor de marca”, comercialização, etc.
  • Redução nas demandas de consumo: além da economia financeira direta para o empreendedor ou usuário, a redução nas demandas de consumo afeta indiretamente a indústria da construção com um todo. Como edificações sustentáveis fazem mais por menos, os custos com serviços públicos, por exemplo, são consideravelmente reduzidos.
  • Benefícios fiscais: diversos países oferecem incentivos fiscais para a construção sustentável. Por exemplo, para as concessionárias, é importante economizar energia com edificações menores para vendê-la para as indústrias, que pagam mais por quilowatt. Alguns bancos também fornecem financiamentos com taxas menores para a construção de edificações sustentáveis.
  • Aumento das vendas: uma pesquisa feita da Califórnia (EUA) com 100 lojas constatou que as vendas são 40% maiores em lojas que utilizam elementos de iluminação natural, ou seja, além da economia com o consumo reduzido de energia, é possível faturar mais usando práticas sustentáveis. Fantástico, não é?


2. Retorno Social

  • Mais saúde e produtividade: diversas evidências comprovam que a Sustentabilidade aplicada nas características físicas da edificação e dos ambientes internos gera melhorias significativas na produtividade, saúde e bem estar dos usuários, trazendo benefícios valiosos sobretudo para os negócios.
  • Maior qualidade de vida: é muito difícil precificar isso. Por exemplo, quanto você pagaria para desfrutar um dia menos estressante ou para evitar pegar uma gripe? Quando todos os retornos econômicos citados são somados a isso, o estilo de vida sustentável faz sentido para qualquer comunidade no Planeta. 
  • Marketing verde: é um conceito totalmente distorcido pelo público geral. A construção sustentável não é só marketing, mas ela também é marketing. Qual é o problema disso? É como uma empresa que faz ações de caridade em troca de "marketing gratuito", no final todos saem ganhando. Muita gente constrói edificações sustentáveis apenas pelo marketing? Sim, mas, ao mesmo tempo que eles estão obtendo retornos econômicos e sociais (junto à comunidade local, por exemplo) desta exposição diferenciada, eles estão ajudando o Meio Ambiente como qualquer outra edificação sustentável faria.
  • Proteção e retenção de talentos: a forma como os líderes se comportam e influenciam seus colaboradores afeta muito a manutenção das pessoas nas organizações. Ser referência em Sustentabilidade é uma forma de melhorar a retenção das grandes estrelas.
  • Redução de riscos ambientais: é um retorno ambiental que afeta significativamente os outros dois pilares, portanto decidimos colocá-lo aqui. Os riscos ambientais podem afetar significativamente a rentabilidade e o valor dos ativos imobiliários no futuro, refletindo em seu retorno sobre o investimento. Riscos regulatórios estão cada vez mais evidentes em todo o mundo, incluindo códigos e leis que proíbem a construção de edificações ecologicamente incorretas e ineficientes em relação à Sustentabilidade.


3. Retorno Ambiental

Como este não é o foco desta postagem, além da maioria dos retornos serem óbvios, vamos apenas citá-los sem maiores explicações.

  • Redução da emissão de gases nocivos.
  • Conservação e restauração dos recursos naturais.
  • Redução e reaproveitamento de resíduos.
  • Aumento na qualidade do ar e da água.


Traduzindo para a linguagem dos empreendedores da nossa indústria: a construção sustentável é a opção que faz mais sentido porque atrai mais compradores (= mais dinheiro), aumenta significativamente o valor das edificações (= mais dinheiro) e fornece ambientes mais produtivos (= mais dinheiro). Levando isso em consideração e o fato de que estamos caminhando para uma era altamente tecnológica e com recursos naturais muito mais caros, não podemos de forma alguma ignorá-la.


Extra: 3: empresas que estão ganhando muito dinheiro com a sustentabilidade (Fonte: World Resources Institute


http://www.construcaosustentavel.net/2013/12/construcao-sustentavel-mais-dinheiro-saude-e-produtividade.html

1. PepsiCo: técnicas de conservação de água têm ajudado a reduzir os custos de água e energia nas operações da empresa em $45 milhões desde 2006. Trabalhando com ONGs e outros parceiros locais, a PespsiCo está compartilhando os aprendizados destas experiências com sua rede de agricultores para construir uma rede de suprimentos mais sustentável. A empresa também tem um local onde ela está testando tecnologias de energia solar, biomassa e outras fontes limpas, visando descobrir qual tecnologia funciona melhor em suas instalações, considerando as características específicas do seu modelo de negócios.

2. Waste Management, Inc.: a empresa está colaborando com seus clientes e investindo em tecnologias avançadas, como a pirólise, transformando seu fluxo de resíduos em energia limpa. Sua liderança quer criar mais valor a partir de seus materiais do que a concorrência faz. Eles entenderam que, ao desenvolver tecnologias que transformam seus resíduos em produtos de valor, o que é considerado "lixo" pode ser tornar uma fonte importante de receita.

3. Intel Corporation: experimentos envolvendo descontos de custos sociais e ambientais em suas projeções financeiras estão sendo feitos para projetos de capital, como novas fábricas. A Intel Corporation aumentou o tempo de retorno sobre o investimento para alguns projetos que ajudam a reduzir os riscos ambientais. Ao integrar a Sustentabilidade ao coração de seu processo orçamentário, a empresa agora pode fazer investimentos financeiros mais sólidos e com um risco menor de enfrentar as pressões ambientais no futuro. 

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Dicas sustentáveis para comprar os presentes de natal

Fonte: EcoD

Se você é como a maioria das pessoas do mundo, também deixou para comprar os presentes de natal de última hora e deve estar doida nesse momento. Se ainda não tem ideias do que comprar para seus amores, aqui vão alguns lembretes:

1 - Mais qualidade, menos quantidade. Esse mantra, repetido exaustivamente por aqui, vale MUITO para o Natal. Melhor um presente bom, que vai durar anos e ter um significado especial para aquela pessoa, do que um monte de presentinho descartável que vai virar lixo pouco tempo depois. Uma ideia legal é juntar várias pessoas, todos os irmãos, por exemplo, e comprar um presentão para os pais, do que cada um dar um presente "marromenos".

2 - Procedência. Pense duas vezes em onde vai investir seu rico dinheirinho. Lembre-se que comprar em determinada loja é financiar toda a cadeia de produção e distribuição daqueles produtos, então fique de olho nas marcas acusadas de trabalho escravo, testes em animais, desrespeito aos funcionários e aos consumidores etc. Boicote é a maior arma que nós temos para forçar as empresas a agirem corretamente.

3 - Compre de quem faz. Tem um movimento lindo chamado “Compro de quem faz” que incentiva o comércio de produtos fabricados por artesãos e artistas criativos e independentes. Essa é uma forma linda de presentear quem a gente ama com um produto que não só é bonito, mas que também tem um significado especial, valoriza o comércio justo e sustentável e é diferente de qualquer coisa comprada em um shopping.

4 - Faça! Eu sei, essa é meio difícil, ainda mais a essa altura do campeonato, mas também não é impossível. Fazer com suas próprias mãos o presente de alguém é a maneira mais simples de dizer o quanto ela é especial para a gente. E não precisa ser a coisa mais complexa do mundo. Pode ser uma lembrancinha para as moças da família, como o balm labial que já mostrei aqui uma vez, lembra?

domingo, 15 de dezembro de 2013

MMA abre prazo para selecionar espaços exibidores do Tela Verde


MMA abre prazo para selecionar espaços exibidores do Tela Verde
Cadastramento pode ser feito pela internet até 30 de janeiro


Por Tinna Oliveira

MMA abre prazo para selecionar espaços exibidores do Tela VerdeEstá aberto, até 30 de janeiro, o prazo para cadastramento de instituições que tenham interesse em ser espaços exibidores de vídeos socioambientais da 5ª Mostra Nacional de Produção Audiovisual Independente - Circuito Tela Verde. Atualmente, existem mais de 1,5 mil espaços espalhados em todo País. Para se cadastrar, basta acessar o link e preencher o formulário.

“Com o aumento do número de espaços, esperamos ampliar o número de expectadores e, assim, promover mais debates socioambientais no Brasil motivados pelos vídeos”, reforça o diretor do Departamento de Educação Ambiental (DEA) da Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental (SAIC), do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Nilo Diniz.

Os espaços cadastrados receberão kit para exibição dos filmes. Neste mês, ainda está aberto o prazo para envio dos vídeos socioambientais que, após seleção, farão parte da quinta edição. Os filmes comporão o kit formado também por cartazes e orientações para realização da Mostra. Essa iniciativa atende à demanda por materiais pedagógicos multimídias sobre a temática socioambiental.

Iniciativa inovadora


O Circuito Tela Verde é uma iniciativa dos ministérios do Meio Ambiente e da Cultura, por intermédio da Secretaria do Audiovisual. A 5ª Mostra está prevista para acontecer no primeiro semestre do ano que vem. O objetivo é divulgar e estimular atividades de educação ambiental, participação e mobilização social por meio da produção independente audiovisual, no contexto da educomunicação.

Os vídeos trazem temas como separação do lixo, reciclagem, consumo sustentável e biodiversidade, conservação de parques nacionais. Os filmes podem ser curtas, vinhetas, animações, produzidos a partir de filmadoras, câmeras de celular, digitais ou qualquer outro equipamento que capture imagem e som.

As edições anteriores já exibiram mais de 190 filmes para quase 400 mil pessoas. O público do circuito é formado, em geral, por estudantes de todos os níveis - fundamental, médio e superior - professores, ambientalistas, servidores públicos, representantes de movimentos sociais, técnicos e funcionários de instituições ou empresas privadas.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

"Guide to Greener Electronics" do Greenpeace mede a sustentabilidade de empresas



As empresas, principalmente as transnacionais, terão, cada vez mais, de negociar com outros atores sociais, para além do Estado e seu poder regulatório, quando se tratar do lançamento de produtos ambientalmente responsáveis. Esse novos atores podem, por exemplo, ser membros de comunidades tradicionais atingidos por algum empreendimento que se reuniram em torno das possibilidades proporcionadas pela Internet, aquilo que o filósofo Pierre Levy chamou de "liberação da palavra" (o debate público não mediado pelas grandes corporações de mídia). Por isso, o Terceiro Setor se fortalece cada vez mais nesse processo. Um dado concreto é a ideia inovadora do Greenpeace: o Guide to Greener Electronics. Trata-se de uma escala que mede os produtos de empresas em uma gradação cromática de cores, do vermelho ao verde, determinando quais delas lançam produtos mais (ou menos) sustentáveis. Há marcas analisadas pelo Guia bastante conhecidas no ocidente, como Toshiba, Sharp, Philips e Nokia, porém a considerada mais "verde" foi a indiana - e praticamente desconhecida pelo mercado consumidor brasileiro - Wipro, uma companhia eletrônica que obteve 7.10 pontos (a escala vai de 0 a 10). Quais empresas brasileiras se habilitam a se submeter ao guia internacional?

domingo, 24 de novembro de 2013

Eduardo Murad concede entrevista à rádio CBN sobre o livro "Comunicação Organizacional Verde: Economia, Marketing Ambiental e Diálogo Social para a Sustentabilidade Corporativa"



Ontem (23/11), o professor e publicitário Eduardo Murad, um dos três autores do livro recém-lançado "Comunicação Organizacional Verde: Economia, Marketing Ambiental e Diálogo Social para a Sustentabilidade Corporativa", concedeu entrevista à rádio CBN. Durante sua fala no programa Show da Notícia,  Eduardo reforçou a importância das empresas encorporarem a sustentabilidade em toda a cadeira produtiva, incluindo a busca por fornecedores ambientalmente responsáveis e uma comunicação mais transparente e interativa com os consumidores.

O livro, escrito também pelos professores Emmanoel Boff e Nemézio Amaral Filho - um economista e o outro jornalista, respectivamente - nasceu com a proposta interdisciplinar inédita de, por meio da Economia, o Marketing e a Comunicação, lançar bases do crescimento corporativo sustentável por meio do conceito de Comunicação Organizacional Verde.

domingo, 20 de outubro de 2013

30 MBAs para quem quer trabalhar com sustentabilidade

Fonte: Exame.com

Além da reciclagem: Conheça as escolas de negócios que mais se preocupam com o meio ambiente e preparam seus alunos para preservá-lo



São Paulo - Na lista das profissões do (e com) futuro, as profissões ligadas à área de sustentabilidade, como gestor de ecorrelações e engenheiro ambiental, são destaque. Não é para menos. As empresas perceberam que investir em ações de preservação do meio ambiente, além de politicamente correto, também traz retorno - financeiro inclusive. 

Neste cenário, nada mais justo do que o tema ter mais espaço dentro dos programas de MBA. E, neste sentido, o curso da canadense Schulich School of Business é a que mais prepara seus futuros alunos para atuar na área, segundo ranking da Corporate Knights. 

Para chegar aos nomes, a publicação levou em conta os programas que a escola mantém voltados para o tema (como estágios, pesquisa e eventos), iniciativas dos alunos relacionados a sustentabilidade e o peso do assunto no currículo. 




quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Edukatu: rede de consumo consciente incentiva debate em sala de aula


Desenvolvida pelo Instituto Akatu, a iniciativa promove a troca de experiências, ampliando o debate sobre consumo consciente e sustentabilidade entre alunos e professores do Ensino Fundamental


*Colaborou Jéssica Miwa

Você sabe o que significa consumo consciente? Em poucas palavras, para você se tornar um bom consumidor é preciso ter conhecimento da procedência do produto que você compra. Ou seja, algumas questões - como ‘Foi utilizada mão-de-obra escrava ou infantil?’, ‘Para chegar até mim, o produto precisou atravessar o mundo?’ ou ‘Preciso realmente disso?’, - só para citar alguns exemplos - devem ser levadas em conta e analisadas com bastante cuidado. 

A gente sabe que tornar-se um consumidor consciente não é tããããão fácil assim. Para ajudar você, seus colegas e professores nessa supermissão, o Instituto Akatu – que já faz um lindo trabalho para conscientização da sociedade sobre consumo consciente - lançou a rede Edukatu: por meio de um site, você troca conhecimentos e práticas sobre sustentabilidade e aprende mais.

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O objetivo do projeto é mobilizar as salas de aula do Ensino Fundamental em prol da educação com base em uma consciência maior sobre consumo. Para tanto, sua plataforma, disponível na internet, é dividida em três partes:

1. Na Mochila, que oferece conteúdo diverso sobre tecnologias na educação, vídeos superanimados que explicam de onde vem e para onde vão materiais que consumimos e um fórum colaborativo de perguntas e respostas;

2. Circuito, espaço de interação entre alunos e professores. Aqui, a navegação é guiada e faz uso de games e atividades lúdicas; e

3. Rede, que é como um “Facebook” do consumo consciente, no qual alunos e professores de escolas do Brasil inteiro trocam experiências, com mediação do próprio Akatu – que tira dúvidas e dá dicas aos participantes. E, assim, vai sendo criada uma comunidade sustentável, não é bacana?

O objetivo dos organizadores do Edukatu é ampliar o debate sobre o tema de forma colaborativa, já que ele vem ganhando cada vez mais importância nas salas de aula, nas ruas, no trabalho, em casa... Com os professores, os amigos, os colegas.

Ficou curioso? Acesse o site e sugira o uso desta nova ferramenta na sua escola. 

sábado, 12 de outubro de 2013

Presente gratuito, educativo e consciente para o Dia das Crianças



A Fundação SOS Mata Atlântica oferece uma opção gratuita e educativa de diversão para este Dia das Crianças. Para sensibilizar as pessoas sobre a importância do meio ambiente de forma leve, a ONG desenvolveu o aplicativo SOS Mata Atlântica – O Jogo. Totalmente em 3D e disponível gratuitamente para IOS, Android e Facebook, o jogo social foi produzido em parceria com a produtora de games brasileira OvniStudios.

No jogo, o usuário desempenha atividades que variam entre reflorestamento, combate à caça predatória, coleta seletiva do lixo, controle da qualidade do ar, água e do solo, além de atividades agrícolas e pecuárias desenvolvidas de forma a impactar menos o ambiente. À medida que o jogador avança no game, ele adquire bonificação em consciência ambiental. Quanto maior a consciência ambiental, maior é a variedade liberada de árvores nativas da Mata Atlântica e itens de decoração para customizar a sua sede.

Nesse mês de outubro, em comemoração ao Dia das Crianças, aqueles que começarem a jogar vão ganhar automaticamente um número maior de moedas verdes, que é a bonificação especial do game e facilita a aquisição de alguns itens-prêmio. A ideia é presentear principalmente as crianças. Uma opção para a garotada é baixar o aplicativo nos tablets e smartphones que eles usam, já que muitos ainda não têm acesso ao Facebook.

Um dos principais diferenciais do jogo é ser híbrido e multiplataforma, disponível para iPhone, iPad, iPod-Touch, Android e também Facebook, com diversas atividades sociais, como um ranking global. Entre amigos, há a possibilidade de convidá-los e desafiá-los para missões, além de compartilhar atividades e conquistas de diversas formas diferentes.

Diferentemente de outros jogos do gênero, SOS Mata Atlântica – O Jogo é totalmente em 3D, com gráficos extremamente leves, que rodam com bom desempenho em praticamente todos os smartphones, tablets e computadores presentes no mercado.

Novos conteúdos e missões serão liberados gradualmente. Brindes e recompensas também serão distribuídos a pessoas que comparecerem presencialmente a eventos e atividades realizadas pela Fundação SOS Mata Atlântica.

Trailer do game: http://youtu.be/4_twKU03zi8
Abra o jogo na página do Facebook: https://apps.facebook.com/sosmataatlantica/

Sobre a Fundação SOS Mata Atlântica


Criada em 1986, a Fundação SOS Mata Atlântica é uma organização privada sem fins lucrativos, que tem como missão promover a conservação da diversidade biológica e cultural do bioma Mata Atlântica e ecossistemas sob sua influência. Assim, estimula ações para o desenvolvimento sustentável, promove a educação e o conhecimento sobre a Mata Atlântica, mobiliza, capacita e incentiva o exercício da cidadania socioambiental. A Fundação desenvolve projetos de conservação ambiental, produção de dados, mapeamento e monitoramento da cobertura florestal do bioma, campanhas, estratégias de ação na área de políticas públicas, programas de educação ambiental e restauração florestal, voluntariado, desenvolvimento sustentável, proteção e manejo de ecossistemas.

Cinco lições de sustentabilidade para ensinar às crianças

Fonte: EcoD

Sempre é tempo de aprender. Por isso, contribua desde cedo na formação das crianças. Investir em boas lições sobre meio ambiente fazem toda a diferença para formar adultos conscientes.

Pensando nisso, listamos cinco dicas bem bacanas para transmitir aos pequenos.

Desligue os aparelhos que não estão em uso


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É comum ver crianças deixando jogos eletrônicos ligados e sem uso. Alerte-as!
Foto: jDevaun

Infelizmente, ainda é muito comum adultos e crianças deixarem lâmpadas, ventiladores, ar-condicionados, TVs e computadores ligados, mas sem ninguém usar. O impacto é tanto no aumento do valor da conta de energia, mas também no desperdício deste recurso precioso. Por isso é melhor ensinar, desde cedo, as crianças sobre o consumo de energia.

Feche bem as torneiras


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Ensine as crianças a não desperdiçar águaFoto: LadyDragonflyCC
É natural que as crianças gostem de brincar com água e não saibam a dimensão dos problemas do desperdício deste recurso. Por isso é papel dos pais e responsáveis, mostrar a elas o valor que a água tem em nossa vida e como fechar as torneiras completamente. Busque maneiras lúdicas de ensinar, por assim elas guardam para o resto da vida. 

A organização não governamental WWF-Brasil revelou que é grande o desperdício de água entre os brasileiros: mais de 80% da população consultada em 26 estados reconheceram que vão ter problemas de abastecimento de água no futuro e, desses, 68% reconheceram que o desperdício de água é a principal causa desse problema.

Retire os dispositivos das tomadas quando não estiverem sendo utilizados


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Retire os carregadores da tomada
Foto: George Redgrave

Não é estranho ver crianças e até adultos deixando o carregador de celular e de pilhas ligados na tomada mesmo sem estar em uso. Muitos deles não entendem a real importância de não realizar essa prática.

Na verdade, sempre que um carregador está na tomada, independentemente do dispositivo estar sendo usado ou não, ele consome energia. O ideal é que as crianças aprendam essa realidade desde pequenas.

Incentive a reutilização de materiais e resíduos


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Habitue a criança ao ato de reciclar
Foto: lievensoete

Um passo mais largo para se conquistar um estilo de vida mais sustentável é a reciclagem de materiais. Incentive a molecada a reaproveitar sacos plásticos, papéis e brinquedos. A prática auxilia na educação dos pequenos e estimula a criatividade. Além de poupar o meio ambiente, o jovem vai aprender a consumir produtos com mais consciência.

Cultive hábitos de leitura sobre o meio ambiente


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Incentive ao conhecimento sobre o meio ambiente
Foto: Librarian In Black

Incentivar a criança à leitura é, comprovadamente, muito importante para o seu desenvolvimento social e intelectual. Mas que tal apresentá-las a obras sobre o meio ambiente?

Alerte sobre a realidade do mundo em que vivemos, ensinando sobre a riqueza do meio ambiente e como elas podem participar.

domingo, 29 de setembro de 2013

IPCC analisa técnicas de manipulação do clima


Fonte: Exame.com

Especialistas avaliaram técnicas como a dispersão de partículas na estratosfera para refletir a luz solar para lutar contra o aquecimento global


O IPCC apresenta seu relatório sobre mudanças climáticas, em Estocolmo
O IPCC apresenta seu relatório sobre mudanças climáticas, em Estocolmo

O conhecimento científico "ainda limitado impede uma avaliação global quantitativa" das técnicas reunidas sob o termo de geo-engenharia e seu impacto sobre o clima, escreveu o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) em um resumo de seu novo relatório adotado nesta sexta-feira em Estocolmo.

"Nós não avaliamos a tecnologia, para saber se ela é possível ou não, nem os aspectos econômicos" , disse à AFP Olivier Boucher, diretor de pesquisa do IPCC e pesquisador do laboratório de meteorologia dinâmica de Paris.

"Mantemos uma abordagem puramente climática: se conseguirmos fazê-lo, qual seria o impacto sobre o clima? Funcionaria? Quais seriam os efeitos colaterais?", questiona o cientista, co-autor do capítulo do IPCC sobre as nuvens e aerossóis.

Neste capítulo, foram avaliadas duas técnicas: a injeção de partículas na estratosfera para refletir a luz solar (e, assim, evitar que parte do calor solar atinja a Terra) e a injeção de sal marinho sobre os oceanos para fazer as nuvens mais reflexivas.

"De um ponto de vista puramente climático, a injeção de aerossóis estratosféricos pode, efetivamente, arrefecer o clima, mas sabemos que há um certo número de efeitos colaterais", amplificando, por exemplo, as mudanças nas precipitação em algumas regiões, explica Olivier Boucher.

Outro risco: os cientistas acreditam que, se esta técnica for interrompida depois de um tempo, haveria um aquecimento mais rápido, e potencialmente de maior impacto.

Para os sais marinhos, o pesquisador considera que não há neste momento "garantias que funcione de um ponto de vista climático" , com base em simulações.

O IPCC publicou nesta sexta-feira o resumo do primeiro volume de seu novo relatório, o primeiro desde 2007. Apresentado em quatro partes até outubro de 2014, ele deve atualizar os conhecimentos sobre o aquecimento global.

domingo, 22 de setembro de 2013

A gestão que gera lucratividade sustentável

Fonte: Cebeds

Por Roberto Araújo*

Durante muitos anos, o conceito de sustentabilidade foi tratado como uma “pedra no sapato” por alguns empresários. Para eles, trabalhar com a sustentabilidade era sinônimo de aumento de custos, licença para operar ou, na melhor das hipóteses, uma ação de marketing para melhorar a imagem da empresa. Hoje, nas grandes organizações, predomina o entendimento de que a sustentabilidade deve fazer parte da estratégia competitiva, pois ajuda a gerar e proteger valor, sendo fundamental para a longevidade dos negócios.

Segundo a pesquisa “A New Era of Sustainability”, realizada em 2010 pela Accenture com 766 executivos de 13 setores industriais diferentes, as palavras "marca, confiança e reputação" eram citadas por 72% dos CEOs como um dos três principais fatores que os impulsionavam a agir em questões de sustentabilidade. 91% deles relataram que sua empresa empregaria novas tecnologias, como energias renováveis, eficiência energética, tecnologias da informação e comunicação, para abordar questões de sustentabilidade ao longo dos próximos cinco anos.

Para que a sustentabilidade, de fato, seja incorporada à gestão de uma empresa, a sua liderança deve estar comprometida e investir na educação e desenvolver, de forma transversal, a competência da sustentabilidade nas suas equipes. No Brasil, poucas são as organizações que podemos considerar inovadoras por trazerem o conceito da sustentabilidade integrado em sua gestão ou com papel transformador. A maioria delas está na fase de engajamento. São transparentes em seus processos, possuem a intenção de elaborar estratégias de sustentabilidade, melhorar relacionamento com stakeholders e liderança, mas não são inovadores em seu modelo de negócio, não desenvolvem atividades integradas em prol da sustentabilidade, tão pouco são transformadores em suas ações.   

Dessa forma, algumas empresas precisam, além de medir suas “pegadas” e reduzir riscos, tratar a sustentabilidade como algo indispensável para a melhoria contínua da gestão, visando aumentar a lucratividade da empresa. De acordo com a pesquisa “The Innovation Bottom Line”, do MIT Sloan Management Review – 2013, com colaboração da consultoria Boston Consulting Group, que ouviu cerca de 2.600 executivos, mais de 60% das empresas que mudaram seu modelo de negócio e que têm a sustentabilidade como pilar estratégico de sua gestão disse ter lucros maiores devido à sustentabilidade, comprovando os melhores resultados financeiros por meio de “business cases”.

A sustentabilidade é capaz de aumentar a lucratividade de uma empresa, desde que ela tenha uma visão sistêmica da cadeia de valor e atue como um agente transformador de seus colaboradores, parceiros, fornecedores, clientes e consumidores de forma geral. É uma busca contínua e conseguirá chegar à frente a empresa que utilizar a sustentabilidade para melhorar sua gestão, inovar e compartilhar valor. Afinal, se uma solução mais sustentável tiver um custo maior para o cliente, certamente ela não é a mais sustentável.

*Roberto Araújo é diretor presidente da Fundação Espaço

Não confunda Sustentabilidade com proteção ao Meio Ambiente!



Fonte: CanalTech

Por Eduardo Benson*

Sustentabilidade empresa

Nestas duas décadas de existência do termo “sustentabilidade” – quase o mesmo tempo em que venho estudando sobre o tema – tenho encontrado uma série de confusões acerca de seu conceito e, infelizmente, de sua ampla divulgação, que mais aprofunda a incoerência e despreparo dos profissionais do mercado em desenvolver práticas corporativas adequadas.

Quando vejo nos meios de comunicação de massa ou dirigida que uma determinada empresa, por exemplo, está reciclando o lixo produzido e acumulado proveniente de suas operações e que esta ação é “sustentável”, automaticamente me vem a frase: “este ainda não entendeu ou não se informou corretamente sobre o conceito”.

Uma das fontes desta confusão vem da própria origem do adjetivo “sustentável”: a definição, legitimação e divulgação do conceito sobre Desenvolvimento Sustentável (DS).

O conceito de DS foi cunhado pela primeira vez em 1980 pela World Conservation Union, organização internacional dedicada à conservação dos recursos naturais, fundada em 1948, com sede na cidade de Gland, Suíça. O termo foi melhorado no Relatório Brundtland na World Commission on Environment and Development (Comissão Internacional do Meio Ambiente e Desenvolvimento) em 1987 e legitimado na ocasião da Eco 92, no Rio de Janeiro, trazendo uma das definições mais conhecidas: “o desenvolvimento sustentável é o que atende às necessidades das gerações presentes sem comprometer a possibilidade das gerações futuras de atenderem às suas próprias necessidades”.

Daí a confusão foi estabelecida, pois muitos entenderam que tudo se baseava em meio ambiente. Mas, aquilo em que muitos não se ativeram foi que, na própria Eco 92, chegou-se à conclusão que a busca pelo Desenvolvimento Sustentável implicava em ampliar a discussão sobre o futuro do homem no planeta.

De nada adiantaria salvar a Terra e continuarmos com os grandes problemas sociais e econômicos que permeiam a convivência humana, tais como pobreza, violência doméstica, dominação das grandes potências em detrimento das especificidades dos países emergentes, a condição da mulher no ambiente de trabalho, mortalidade infantil, acirramento das DST's – Doenças Sexualmente Transmissíveis, gravidez na adolescência, homofobia, racismo, exclusão digital e muitos outros pontos desafiadores que necessitam de um acordo tácito entre os governos, empresas, organizações sem fins lucrativos e a sociedade civil para a sua devida solução.

Pilares Sustentabilidade

Se quisermos falar de Sustentabilidade, devemos ter em mente que estamos falando dos três pilares básicos que o sustentam: o ambiental, o social e o econômico.

Nas próximas edições falaremos de cada um dos pilares no intuito de desmistificar, desconstruir e ampliar a discussão sobre Sustentabilidade.

*Eduardo Benson é Doutor e Mestre em Comunicação pela Universidade de São Paulo; Mestre em Administração, MBA em Gestão Estratégica de Marketing, Economista pela Universidade Federal de Uberlândia; Professor de Marketing e Responsabilidade Social Corporativa na ESAMC; Auditor Interno da norma NBR ISO 14.001 – Gestão Ambiental; Membro da Comissão Julgadora do Selo Empresa Cidadã – CDL/Uberlândia; e Diretor Presidente da SUSTENTARES – empresa que tem como princípio básico disseminar as melhores práticas de Sustentabilidade e Responsabilidade Corporativa (www.sustentares.com).

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Entenda o conceito da Sociobiodiversidade



O Brasil possui uma das maiores sociobiodiversidades do planeta, produzindo uma série de produtos através de uma diversidade cultural alta

Sociobiodiversidade
Imagem: Culturamix
De acordo com o governo brasileiro, a sociobiodiversidade é o conceito que expressa a inter-relação entre diversidade biológica e a diversidade de sistemas socioculturais. Ou seja, são os mais variados produtos agrícolas que um país consegue produzir respeitando e integrando processos de agricultores locais (serviços) que possuem modos diferentes e/ou adaptados de cultivo.

O conceito da Sociobiodiversidade é ligado à sua cadeia produtiva, que consiste em um sistema integrado, constituído por atores interdependentes e por uma sucessão de processos de educação, pesquisa, manejo e produção, beneficiamento a distribuição, comercialização e consumo de produtos e serviços da sociobiodiversidade, com identidade cultural e incorporação de valores e saberes locais, que asseguram a distribuição justa e equitativa dos seus benefícios.

Entende-se por biodiversidade a variedade de organismos vivos de todas as origens, compreendendo, dentre outros, os ecossistemas terrestres, marinhos e outros ecossistemas aquáticos e os complexos ecológicos de que fazem parte; envolvendo ainda a diversidade dentro de espécies, entre espécies e de ecossistemas.

E nesse quesito, o Brasil é excelente por natureza. Somos considerados um país muito diversificado por integrar o grupo dos 20 países que, juntos, possuem mais de 70% da biodiversidade do planeta em apenas 10% da superfície. Apresenta uma natureza exuberante de espécies e paisagens com características peculiares e intrínsecas a cada Bioma: a Amazônia, o Cerrado, o Pantanal, a Caatinga, a Mata Atlântica, a Zona Costeira Marinha e o Pampa.

Por sua vez, toda essa riqueza biológica também está associada a uma grande diversidade sociocultural, que pode ser representada por mais de 200 povos indígenas e por inúmeras comunidades tradicionais, como quilombolas, extrativistas, pescadores, agricultores familiares, entre outras.

Estas comunidades são as detentoras de todo o conhecimento associado a esses agroecossistemas, podendo ou não, serem valorizadas nas questões que envolvem o manejo e a preservação de toda essa biodiversidade.

O governo brasileiro desenvolve essa área integrando ações voltadas ao fortalecimento das cadeias produtivas e à consolidação de mercados sustentáveis para os produtos oriundos da sociobiodiversidade brasileira, dentro da Secretaria de Agricultura Familiar.

Além disso, o governo também implementou, em 2008, o Plano Nacional da Sociobiodiversidade para a promoção das cadeias de produtos, agregação de valor socioambiental, geração de renda das famílias e a segurança alimentar de povos, comunidades tradicionais e agricultores familiares.

domingo, 8 de setembro de 2013

Os 12 princípios do consumo consciente

O consumo consciente é um dos grandes pilares da sustentabilidade, e para divulgar a importância desse tipo de conduta ambiental, econômico e socialmente responsável, o Instituto Akatu faz um trabalho exemplar de sensibilização com empresas e sociedade civil. Tendo em vista a importância das informações disseminadas pelo instituto, recomendamos aos nossos leitores que conheçam e adotem os 12 princípios do consumo consciente, segundo o Akatu, que estamos aqui reproduzindo:



Consumir com consciência é consumir diferente, tendo no consumo um instrumento de bem estar e não um fim em si mesmo

1. Planeje suas compras
Não seja impulsivo nas compras. A impulsividade é inimiga do consumo consciente. Planeje antecipadamente e, com isso, compre menos e melhor.

2. Avalie os impactos de seu consumo
Leve em consideração o meio ambiente e a sociedade em suas escolhas de consumo.

3. Consuma apenas o necessário
Reflita sobre suas reais necessidades e procure viver com menos.

4.Reutilize produtos e embalagens
Não compre outra vez o que você pode consertar, transformar e reutilizar.

5.Separe seu lixo
Recicle e contribua para a economia de recursos naturais, a redução da degradação ambiental e a geração de empregos.

6.Use crédito conscientemente
Pense bem se o que você vai comprar a crédito não pode esperar e esteja certo de que poderá pagar as prestações.

7.Conheça e valorize as práticas de responsabilidade social das empresas
Em suas escolhas de consumo, não olhe apenas preço e qualidade do produto. Valorize as empresas em função de sua responsabilidade para com os funcionários, a sociedade e o meio ambiente.

8. Não compre produtos piratas ou contrabandeados
Compre sempre do comércio legalizado e, dessa forma, contribua para gerar empregos estáveis e para combater o crime organizado e a violência.

9. Contribua para a melhoria de produtos e serviços
Adote uma postura ativa. Envie às empresas sugestões e críticas construtivas sobre seus produtos e serviços.

10. Divulgue o consumo consciente
Seja um militante da causa: sensibilize outros consumidores e dissemine informações, valores e práticas do consumo consciente. Monte grupos para mobilizar seus familiares, amigos e pessoas mais próximas.

11.   Cobre dos políticos
Exija de partidos, candidatos e governantes propostas e ações que viabilizem e aprofundem a prática de consumo consciente.

12.  Reflita sobre seus valores
Avalie constantemente os princípios que guiam suas escolhas e seus hábitos de consumo.1.   Planeje suas compras.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Dicas de como comunicar a sustentabilidade para os consumidores

Fonte: Exame.com
     
Um relatório norte-americano do World Economic Forum e Accenture apontou que a sustentabilidade é uma necessidade real para as empresas, mas as companhias, muitas vezes, têm dificuldade para divulgar as práticas que realizam. Apesar dos milhões de dólares gastos na divulgação do conceito ao longo da última década, apenas 28% das pessoas sabem o que termos como “sustentável”, “responsável”, “eco friendly” e “verde” realmente significam, e 44% acreditam na prática sustentável de grandes empresas.

A pesquisa sugere que as empresas utilizem uma linguagem mais familiar para que o consumidor compreenda e confie em suas escolhas sustentáveis. “Os consumidores precisam ser mais animados e motivados pela sustentabilidade”, afirma o relatório.

Com o objetivo de auxiliar as empresas nesse desafio, temos 6 dicas para o sucesso das instituições na comunicação para com o público.

1. Aproveitar o que o mercado tem de melhor


Começar enfatizando os conceitos que os consumidores podem relacionar às suas vidas pode ser um bom início. Por exemplo, na Toyota a sustentabilidade é sinônimo de qualidade.

A abordagem da empresa sobre a qualidade consiste em um novo conceito chamado de Kaize, que representa um melhor design, produção, logística, desempenho do veículo, e impacto ambiental, incentivando o usuário a acreditar e aderir à ideia.

2. Simplificar


Geralmente, questões que envolvem a sustentabilidade são vistas como complexas e é aí que as marcas devem ter a consciência do seu poder de inspirar as pessoas. A utilização de slogans simples e que se relacionem com o cotidiano da população pode ser uma saída. Por exemplo, a Nike “constrói um mundo melhor”, a Zappos “proporciona felicidade”. Esses slogans possuem “promessas” claras.

3. Seja positivo


Quantas vezes você já viu um anúncio na TV mostrando um ecossistema devastado, crianças famintas ou animal maltratado e mudou o canal? Essa é uma reação natural. Por isso, em vez de colocar uma propaganda com mensagens negativas, seja positivo. As empresas devem fazer o que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez em 2012. Ele convidou a população para a causa com a frase “Sim, você pode” e conquistou boa parte dos eleitores.

4. Pergunte ao cliente


Estreitar os laços entre empresa e cliente pode ser uma boa opção para conquistar a confiança do consumidor na hora de fazer escolhas, por isso, a comunicação é um ponto fundamental. As empresas podem utilizar as redes sociais, e-mails, cartas para saber dos consumidores o que eles querem e precisam para apoiar seus esforços para alcançar a sustentabilidade.

5. Apresentar o porquê


As empresas precisam mostrar aos consumidores o que as atitudes tomadas podem influenciar positivamente para suas vidas. Por exemplo, nas embalagens da empresa norte-americana Plum Organics, há informações sobre os benefícios de utilizar o produto de forma mais segura e saudável.

6. Acredite na sustentabilidade


Antes de convencer o consumidor sobre a importância da sustentabilidade e a veracidade da prática nas empresas, é necessário que os próprios gestores das instituições acreditem na ideia.