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terça-feira, 5 de agosto de 2014

WiseWaste cria processos de reciclagem para grandes empresas

Fonte: PEGN

Negócio venceu Desafio Conte Sua História de PEGN no Festival de Empreendedorismo
 
Guilherme Brammer, da WiseWaste (Foto: Anna Carolina Negri)
Guilherme Brammer, da WiseWaste (Foto: Anna Carolina Negri)Guilherme Brammer, da WiseWaste (Foto: Anna Carolina Negri)
Os processos de reciclagem normalmente envolvem a transformação de latas de metal, garrafas de vidro e papel em produtos novos. No entanto, há uma série de produtos que podem ser reciclados, mas a maior parte das pessoas nem faz ideia. É na transformação de materiais sem processos de reciclagem conhecidos que atua a WiseWaste. Além da reciclagem, a empresa do paulistano Guilherme Brammer, 36 anos, abre espaço para que grandes empresas possam dar a seus produtos um destino diferente dos aterros sanitários. Em setembro, a empresa foi a vencedora do Desafio Conte Sua História, no Festival de Empreendedorismo (Festemp). Em troca, a empresa ganhou o direito de aparecer nas páginas da revista e do site de PEGN.

A WiseWaste surgiu em 2011, pelas mãos de Brammer e outro engenheiro, Chicko Sousa. Desde o começo de novembro, Brammer comprou a participação de seu sócio e passou a liderar a empresa sozinho. De acordo com Brammer, a vontade de inovar e acabar com o desperdício de uma série de materiais foram os fatores que levaram à criação da empresa.

A empresa tem uma série de processos de transformação sob demanda. Os trabalhos são propostos por empresas parceiras, que querem transformar determinado material, normalmente usado nas embalagens das próprias empresas. "Elas lançam o desafio e cabe a nós entregar soluções para aquele desperdício", diz Brammer.

Por exemplo, uma das empresas parceiras da WiseWaste é a Procter&Gamble (P&G), detentora da marca Oral-B. Um dos desafios propostos foi transformar as embalagens de creme dental em outros produtos. Cabe à WiseWaste conseguir o material, que pode ser de qualquer marca, não só da P&G. Depois, as embalagens são transformadas em uma resina termoplástica. Por sua vez, o material é usado na fabricação de outros produtos.
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Para produzir a resina, a WiseWaste também usa embalagens de shampoo e sabão, além de rótulos de refrigerante. O material é vendido a outras indústrias de transformação e vira a matéria-prima de prateleiras e cestas de supermercado, pallets para empilhadeiras e outras embalagens. Essa resina pode ser transformada até em instrumentos musicais – exatamente o que aconteceu em um projeto com a Contemporânea, produtora de instrumentos de percussão. Os clientes da WiseWaste são, sobretudo, de grande porte: a empresa tem como clientes companhias como BRF, Marfrig, Natura e Braskem.

CNPq privado – Como a WiseWaste lida com produtos sem processos de reciclagem conhecidos, a busca pela inovação faz parte da vida da empresa. Um dos aliados da WiseWaste na solução dos desafios propostos é o curso de engenharia de materiais da Universidade Presbiteriana Mackenzie. As duas partes assinaram um convênio, que permite que a WiseWaste use a produção acadêmica dos estudantes.

Em troca, os alunos recebem uma bolsa em dinheiro e ganham visibilidade. "No acordo, a WiseWaste funciona como um CNPq privado e garantimos que o trabalho seja aproveitado pelo mercado, porque já há a demanda das empresas parceiras", afirma Brammer, referindo-se à bolsa paga a estudantes pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, ligado ao governo federal.

Expansão – Segundo Brammer, a WiseWaste espera um faturamento de R$ 2,7 milhões neste ano, oriundo basicamente da venda da resina termoplástica. O valor é seis vezes maior que os R$ 450 mil ganhos no primeiro ano de atividade da empresa.

Para o ano que vem, a meta é faturar entre R$ 5 milhões e R$ 6 milhões. "Nos três anos seguintes, queremos chegar aos R$ 20 milhões de faturamento anual", diz o fundador da empresa.

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